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Isso é lá deles...

Isso é lá deles...

Beja a sério.png

Adoro este cartaz. Não pelo aspecto político, mas por causa da frase. Quando vejo um destes cartazes na rua só me apetece pegar num marcador e alterar a pontuação, mas não tenho os testículos para isso. "Beja a sério!" A ordem até podia ser a mesma. Há várias possibilidades.

 

"Beja? A sério?" podia ser uma frase usada num diálogo entre entre dois professores de Bragança: 
- Nem vais imaginar onde fiquei colocado?
- Onde?
- Em Beja.
- Beja? A sério? Porra que estes concursos são uma vergonha...

 

Outra hipótese. "Beja! A sério?!

Como se Beja fosse o nome de um cão e estivessem a dar-lhe um raspanete por ter feito chichi no sítio errado.

"Beja! A sério?! Porra, pá, tinha acabado de limpar a carpete!"

 

Pronto, e agora que estive a partilhar ideias que pretendem estimular a prática do vandalismo, vou-me deitar. 
Boa noite e até amanhã.

 

Não, prezado leitor, não é mais um livro de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Pela primeira vez, este bejense de 36 anos, robusto, porém sensual, acampou com a família. O destino escolhido foi Idanha-a-Nova e o seu belíssimo parque de campismo – a “desculpa” ideal para conhecer aquela região.
Quando chegámos ao parque, fomos brindados com uma pulseira de cor amarela ou azul, o que achei muito inteligente, pois esta não só permitia identificar os campistas, como também poupava trabalho numa eventual chegada às urgências hospitalares. O azul era para pessoas com diarreia, febre ou que ouviam o Despacito; o amarelo era para as picadas de lacraus, doentes com Ébola e pessoas que diziam “top”. Abençoado Sistema de Triagem de Manchester!
O primeiro passo foi montar a tenda. Tenho uma daquelas que se montam em dois segundos. Todavia, a falta de experiência, e o facto de não ter um mestrado na área, fez com que o processo se prolongasse durante mais tempo, pois, ao abrir-se, a mesma bateu na cara da minha mulher, os óculos voaram e um dente partiu-se – e foi mesmo isto que aconteceu, não pretendo esconder um caso de violência doméstica. Pouco tempo depois, conheci o maior predador da natureza: a melga. Basta ver o seu olhar assassino para perceber isso – ao lado do parque havia uma manada de vacas; uma de 400 quilos lutou com quatro melgas, e as melgas ganharam.
Ao nosso lado ficou uma família que levou metade da casa e o catálogo completo da Campingaz de 1998. O casal evidenciava, claramente, um comportamento passivo-agressivo, o que me deixou preocupado quando reparei num enorme fogareiro e numa tonelada de Baygon. Pensei: “Ou acampam durante três meses ou isto acaba num assassínio em série”. Como entretanto não saiu nada no “Correio da Manhã”, deve ter corrido bem.
O parque estava bem equipado, tendo, inclusive, lado a lado, um campo de ténis e outro de futebol. Os campistas podiam experimentar jogar ténis durante uma hora, alugando raquetes e bolas pelo valor de dois euros. Decidimos experimentar, e fomos obrigados a assinar uma declaração (?!?!) em como nos comprometíamos a pagar as raquetes em caso de dano. Ao jogar ténis pela primeira vez descobri que poderia ser o filho perdido de Björn Borg, se lhe faltasse um cromossoma. Digo-lhe apenas, prezado leitor, que a bola de ténis entrou mais vezes na baliza do campo ao lado do que passou a rede. As raquetes foram devolvidas, e estavam intactas. Contudo, ao nível do ego, os prejuízos foram avultadíssimos.
Visitei vários lugares nas Beiras e em Espanha, mas a cereja no topo (e a palavra “topo” não é utilizada em vão) do bolo foi a ida à Serra da Estrela – se não conhece a serra da Estrela, imagine a serra da Adiça, mas um pouco maior.
Foram as melhores férias que tive na vida – vi zonas muito bonitas, embora fustigadas pelos incêndios. Um país tão bonito, e com tanto potencial, merecia melhor sorte e mais respeito por parte da classe política. Nós, pelo Alentejo, sentimos o mesmo na pele.

Hoje encontrei a Madonna em Serpa. Vinha do Lidl com uma lasanha de um quilo. Reconheci-a logo. Disse: "Eu não sou essa senhora. O meu nome é Daniela Ilianova, tenho um Doutoramento pelo Politécnico de Minsk, mas lavo escadas." E eu disse: "Está bem «Daniela»", e fiz as aspas com os dedos. Aprecio estas vedetas que gostam de manter o anonimato e a simplicidade. Estás aqui dentro, Madonna! Vocês não estão a ver mas estou a apontar para o coração.