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Isso é lá deles...

Isso é lá deles...

Caros leitores, o meu nome é Aníbal Puritano e sou membro da Ordem de Malta... Da malta preocupada com a Igreja do Baixo Alentejo.
Nos últimos tempos, a Igreja tem sido muito debatida nas páginas deste jornal, embora sem a profundidade exigida. Assim, resolvi partilhar convosco o meu humilde e extraordinário ponto de vista. Vamos começar pelo topo: pessoalmente, não tenho confiança no papa Francisco. Aliás, não confio em nada do seu país – desde que a Evita Perón se transformou em Madonna que aquilo nunca mais me disse nada. A única Argentina em quem podemos confiar é na Argentina Santos, fadista da nossa terra que canta coisas decentes, ao contrário da Madonna, que insiste em estacionar a sua frota em Lisboa, com tanto espaço disponível na Colina do Carmo. 
Outra coisa de que se deve falar é das igrejas propriamente ditas – fechadinhas é que elas se querem, ali, a ganhar salitre. Abrir as igrejas para os turistas visitarem é uma abominação. Como está escrito na epístola de Santo Eremita Sousa Lara aos Coríntios: “E foi então que, erguendo o cálice, voltou-se para os discípulos dizendo: calmex, que isto de ter as igrejas abertas custa dinheiro. Qualquer dia ainda querem usar aquilo para rezar e depois é um chiqueiro que não se pode”. No outro dia até fiquei escandalizado quando vi um judeu a visitar uma igreja da nossa região. Era o que mais faltava! O Cristianismo não se deve misturar com outras religiões, como o Judaísmo, o Budismo ou o LuisdaRochismo. Os judeus usam a Menorá, o que é um perigo – aquilo com velas, numa igreja acabadinha de envernizar, é um perigo público. Na Igreja, quando muito, só se deveriam fazer funerais, mas os judeus, com a mania de quererem fazer dinheiro, querem transformar aquilo num crematório – ainda acabam com o negócio em Ferreira do Alentejo!
Também não deve haver cá misturas com Testemunhas de Jeová. É uma malta muito estranha: abordam-nos na rua a perguntar se sabemos ler, e espetam-nos sempre com o mesmo exemplar d’ A Sentinela. Não se pode ter confiança num pessoal que monta uma estante em 35 segundos no meio da rua (ou bem que são religiosos, ou bem que são funcionários do IKEA, as duas coisas ao mesmo tempo é que não) com publicações várias, e não há uma TV Guia, uma Ana Mais Atrevida ou o Notícias de Beja – um escândalo! 
Por último, a “arte” – sim as aspas não são por acaso – é uma coisa que deveria ter os dias contados nas igrejas da região, especialmente a Arte Moderna. Aliás, estas obras distraem os fiéis da oração, da penitência e das vergastadas no lombo. Defendo, por isso, que a decoração/arte nas igrejas deveria ser mais parecida com o que temos em casa: um quadro do Menino da Lágrima, um naperon comprado na Feira de Castro e um cão de loiça de Beringel. Não era preciso de mais! Mesmo ao usar o smartphone ou PC pessoal em casa os fiéis deveriam usar imagens no ambiente de trabalho que não distraíssem, como uma foto de Jesus Cristo, do bispo de Beja, ou do albino do Código Da Vinci.